O RH gastou R$ 50 mil em palestra. A sinistralidade adorou.

Palestras aumentam conscientização, mas raramente mudam comportamento de forma duradoura. O futuro da saúde corporativa está no acompanhamento contínuo de sono, alimentação, atividade física e biomarcadores, usando dados reais em vez de suposições. Porque reduzir sinistralidade exige mudança prática, não apenas PowerPoint.

Por Gilberto Pires

Todo ano acontece a mesma coisa.

O RH contrata uma palestra sobre saúde.

Alguém sobe no palco.

Fala para os colaboradores dormirem melhor.

Comerem melhor.

Se exercitarem.

Beberem mais água.

Todo mundo bate palma.

Pega um brinde.

Tira uma foto.

Volta para casa.

E continua fazendo exatamente as mesmas coisas.

Mas calma.

O importante é que a ação teve 98% de satisfação.

A sinistralidade ficou emocionada.

Existe uma crença curiosa no mundo corporativo:

Acreditar que ouvir alguém falar sobre saúde durante 45 minutos vai reduzir obesidade, diabetes, burnout e doença cardiovascular.

Se fosse assim, o YouTube teria resolvido a saúde da humanidade.

O problema não é falta de informação.

É falta de acompanhamento.

A verdade é simples.

Você não reduz custo médico com palestra.

Você reduz custo médico quando muda comportamento.

E comportamento só muda quando existe acompanhamento.

Todos os dias.

Não uma vez por ano.

É por isso que a Epigene faz o oposto.

Ao invés de dar palestra sobre sono, nós acompanhamos o sono.

Ao invés de falar sobre alimentação saudável, nós vemos o que a pessoa realmente come.

Ao invés de recomendar exercício, nós acompanhamos o exercício.

Ao invés de adivinhar, nós medimos.

DNA.

Exames.

Sono.

Alimentação.

Atividade física.

Tudo conectado por inteligência artificial.

A maioria das empresas tenta combater a sinistralidade com PowerPoint.

Nós preferimos usar dados.

E, surpreendentemente, os dados costumam funcionar melhor.

Porque o colesterol não assiste palestra.

A glicemia não participa da SIPAT.

A obesidade não lê e-mail do RH.

Mas todas elas respondem quando alguém acompanha o comportamento que realmente gera doença.

Talvez esteja na hora de parar de medir quantas pessoas assistiram à palestra.

E começar a medir quantas ficaram mais saudáveis.

A seguradora certamente vai perceber a diferença.

Essa versão é mais curta, mais ácida e mais memorável. O alvo não é a palestra em si; é a ilusão corporativa de que conscientização sem acompanhamento gera resultado. Isso costuma gerar muito mais engajamento em CEOs, RHs e diretores financeiros.

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